Como identificar o autismo infantil?

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Você sabe como identificar o autismo infantil? Qual motivo te levaria a procurar um médico? Saiba mais sobre esse transtorno, quais são as suas principais características e como fazer a sua identificação.

Mesmo que hoje em dia já se fale um pouco mais sobre Transtorno do Espectro Autista (TEA), ainda são muitas as dúvidas sobre o que ele é e como detectá-lo.

É possível que você já tenha lido alguma lista na internet com as principais características do autismo em crianças. Prestar atenção a estes sinais e procurar ajuda médica é muito importante. Mas existem alguns erros que podem ser cometidos na maioria dos diagnósticos empíricos.

Ao identificar esses erros, você pode colaborar com a transformação da sociedade e auxiliar na redução de confusões — e, acima de tudo, dos preconceitos — em torno do tema.

Como identificar autismo em crianças

Vamos causar essa transformação juntos? Continue a leitura e entenda o que é o autismo e de que forma você consegue identificar esse transtorno nas crianças.

O que é Autismo?

Sabemos que não existe apenas um tipo de autismo, mas muitos. Por isso, o autismo, como o conhecemos, é um dos transtornos classificados como Transtorno do Espectro Autista (TEA)

De acordo com o DSM-V, o TEA foi definido como uma série de ‘quadros’, os quais possuem intensidades e características diferentes. Esta variação também se dá quanto aos prejuízos gerados na rotina da criança.

O termo “espectro” se refere, justamente, à variação que existe nos diferenciais de cada um dos tipos de transtorno.

Assim fica mais fácil de entender, não é?

Uma vez que o TEA seja considerado um dos Transtornos do Neurodesenvolvimento, podemos concluir algumas coisas sobre o autismo.

A falta de interação social é um dos sinais para identificar autismo em crianças

Em resumo, o Transtorno do Espectro Autista é caracterizado por alterações em duas frentes principais:

  • Comunicação e interação social;
  • Padrões restritos e repetitivos de comportamento.

Com isso, desfazemos a primeira confusão em relação à compreensão do autismo e como identificá-lo em crianças: autismo é um transtorno, não uma doença.

Por isso, não existe uma cura para o autismo, mas tratamentos que podem melhorar a qualidade de vida da criança, de forma a amenizar os sintomas e facilitar a inclusão social.

Os tipos mais comuns de TEA

Dentro do TEA, existem alguns transtornos que acontecem com maior frequência. Eles são os seguintes:

Autismo Clássico: é o tipo mais conhecido. Nele, há um comprometimento nas áreas de interação, comportamento e linguagem. Além disso, se caracteriza por um significativo déficit cognitivo.

Autismo de Alto Funcionamento (ou Síndrome de Asperger): pessoas com Asperger conseguem se expressar por meio da fala. São muito inteligentes e possuem uma capacidade de articulação verbal acima da média da população.

Distúrbio Global do Desenvolvimento: tem características do TEA, como alteração de interação e comportamento, mas não há um diagnóstico fechado.

O tipo de autismo que vamos abordar neste texto é o primeiro, o “Autismo Clássico”.

Mas antes de compartilhar com você como podemos identificar o autismo infantil, vamos entender as causas deste distúrbio.

Quais as causas do autismo?

Visto que o autismo não é uma doença — ele é um transtorno —, com o intuito de avançarmos, precisamos entender agora qual é a sua causa.

Por mais que a origem do autismo não seja clara, ela está associada a diversos fatores.

Veja abaixo estão os que hoje são tomados como os principais, lembrando que isto nem sempre é determinante — em especial quando falamos em fatores ambientais. 

Fatores Genéticos: não há um gene específico associado ao transtorno do espectro autista. O que existe é uma variedade de mutações e anomalias cromossômicas que são associadas a ele. Quanto ao gênero, a proporção é de 4 meninos para cada 1 menina.

Fatores Neurológicos: se nota uma maior prevalência de TEA associados a atrasos cognitivos e quadros de epilepsia, por exemplo.

Fatores Ambientais: Interação de genes com o ambiente, infecções e intoxicações durante o período pré-natal, prematuridade, baixo peso e complicações no parto contam entre os fatores que podem contribuir negativamente.

Vejamos agora como identificar autismo em crianças.

Como identificar o autismo infantil

A primeira coisa que pais, professores e profissionais da saúde devem observar para identificar o autismo infantil são as alterações no seu desenvolvimento.

Estas alterações são diferentes a depender da etapa do desenvolvimento em que a criança estiver. 

Vamos conhecer os principais sinais que servem de guia para a identificação do autismo em cada fase.

Alterações no desenvolvimento da criança com autismo

Os sinais óbvios do Transtorno do Espectro Autista costumam aparecer entre 2 e 3 anos. E é aqui que muitas pessoas se equivocam.

A princípio, em alguns casos, o autismo pode ser diagnosticado por volta dos 18 meses. 

Todavia, há sinais que podem ser identificados a partir dos seis meses.

Por isso, é recomendável que os pais busquem uma avaliação o mais rápido possível, porque a intervenção precoce pode otimizar os resultados dos tratamentos. 

Embora o autismo não tenha cura, o diagnóstico precoce ajuda a melhorar a qualidade de vida e a inclusão social da criança.

Principais características do autismo infantil

O autismo infantil possui alguns sinais clássicos que variam de acordo com a fase de desenvolvimento da criança.

A seguir você confere os principais sintomas em cada idade da criança.

Em bebês de até seis meses:

  • Raramente (ou nunca) acompanhar visualmente os pais ou responsável;
  • Dirigir a atenção aos objetos —  e não às pessoas;
  • Não explorar os objetos, faz uma observação passiva;
  • Raramente esboça reações corporais aos sons da fala ou do ambiente;
  • Permanecer grande parte do tempo em silêncio ou emitir gritos aleatórios;
  • Apresentar crises de choro sem motivo aparente.

Em bebês de seis a doze meses:

  • Não estender os braços para ser pega no colo;
  • Não imitar pequenos gestos, como mandar beijos;
  • Apresentar gritos e choros indiscriminados;
  • Ter expressões faciais sem sorrisos ou risadas;
  • Ignorar quando chamada pelo nome;
  • Ser resistente à introdução alimentar.

Bebês de 12 a 18 meses: 

  • Não solicitar atenção dos responsáveis para determinada situação ou objeto;
  • Não pronunciar as primeiras palavras;
  • Apresentar poucas expressões faciais ao falarem.

Crianças de 24 a 36 meses: 

  • Tem raras iniciativas de comunicação;
  • Se submete à interação social poucas vezes e com bastante insistência;
  • Não diferencia gênero, plural e singular, passado, presente e futuro;
  • Não gosta de brincar com outras crianças;
  • Apresenta dificuldade de enquadrar rotinas alimentares;
  • Fica longos períodos sem comer ou apresenta desejo de comer a todo instante.

Percebe como o sintoma varia de acordo com a idade da criança? 

Essa compreensão é fundamental, pois livra muitos pais da falsa impressão de que seu filho possui algum atraso em seu desenvolvimento.

Dito isso, vamos a alguns comportamentos e traços característicos que, em geral, nos ajudam a identificar crianças com autismo.

O contato visual e o autismo infantil

Certamente, esta é a característica mais difundida sobre o autismo e a que povoa o imaginário do senso comum. 

De fato, a criança que está no espectro autista não fixa o olhar por muito tempo.

A curiosidade e interação da criança autista

Outro ponto que merece atenção é o fato da criança se mostrar pouco curiosa e interessada, não só com relação às vozes de pessoas ao redor, mas com relação a estímulos e objetos que são oferecidos a ela. 

Muitas vezes, ela fica paradinha, com o olhar perdido em um determinado ponto, sem demonstrar interesse em nada naquele ambiente.

Isso acontece porque crianças autistas tendem a viver em um mundo interno —  e é isso que veremos agora.

As brincadeiras das crianças autistas

A criança com autismo é frequentemente associada ao isolamento e a pouca capacidade de interação social. 

Porém, a criança com este transtorno pode (e deve) brincar. O que os pais não podem ignorar é o fato de que qualquer atividade que cause sensação de aperto tende a irritá-las.

Realmente, muitas preferem brincar sozinhas. O ideal é incentivar a interação com outras crianças, mas sem forçar.

Elas gostam de se divertir, mas o fazem de um jeito peculiar —  e isso não as impede de serem crianças.

A hipersensibilidade no autismo infantil

Uma das condições do TEA pode se apresentar como hipersensibilidade. 

Nesse caso, a criança pode apresentar sentidos extremamente apurados (olfato, paladar, audição, visão ou sensibilidade ao toque). 

Sons, cheiros, luzes e toques que podem passar despercebidos para a maioria das pessoas, podem causar muito incômodo a pessoas com o autismo, como o barulho de um cortador de grama, o “parabéns” em um aniversário ou bexigas estourando, por exemplo.

Esta é uma situação pouco discutida e que traz muita preocupação aos pais e responsáveis. 

Isso porque, quando a criança apresenta hipersensibilidade, ela geralmente necessita de cuidados específicos.

É por esta razão que é necessário cautela e buscar entender qual é a exata condição da criança, através dos sinais que ela apresenta.

Em virtude disso, lidar com uma criança com autismo requer uma avaliação completa do grau de comprometimento provocado pelo transtorno, além de considerar as suas necessidades, bem como as de sua família, e envolver uma assistência multiprofissional.

Agora que você já aprendeu como identificar autismo em crianças, vamos entender como proceder a partir disso.

Tratamento indicado para crianças com autismo

Saber como identificar autismo é um primeiro passo. A seguir, o que devemos salientar é a importância da criança ser assistida por uma equipe multidisciplinar.

Assim, após (1) observar os comportamentos da criança e, (2) se houver uma suspeita, você deve procurar por um médico que possa realizar o diagnóstico. 

Os médicos que têm mais experiência com tal diagnóstico são os psiquiatras infantis ou neuropediatras.

A partir desse ponto, o especialista aponta os melhores tratamentos para auxiliar no desenvolvimento das habilidades da criança no ambiente familiar, escolar e nos demais espaços que fazem parte de sua vida.

Inclusão social da criança com autismo

Com a posse do diagnóstico conclusivo do médico, é possível exigir o cumprimento de direitos, como a inclusão nas escolas. A inclusão de crianças autistas nas escolas é fundamental e garantida por lei

A criança com Transtorno do Espectro Autista tem, inclusive, direito a um professor-acompanhante em sala de aula.

É claro que ainda temos muito a avançar na prática da inclusão e no acesso a tratamentos especializados, mas é aqui que você pode causar o bem na vida destas crianças.

O que mais você precisa saber sobre o autismo infantil

Apesar de o autismo não ser uma doença, essas crianças enfrentam uma série de dificuldades, desde que nascem até a fase adulta.

Os autistas precisam de cuidados e, eventualmente, manter hábitos alimentares específicos.

Infelizmente, tais cuidados não estão acessíveis a todas as famílias e aqui está a parte cruel das estatísticas.

Como as famílias de baixa renda têm menos acesso tanto à informação quanto à saúde básica, o desafio de diagnosticar e criar uma criança com autismo é muito maior!

Estas pessoas, frequentemente, são vítimas da própria desinformação e da desinformação alheia, enfrentando preconceito e olhares tortos.

Decidimos iniciar nosso blog falando do autismo porque acreditamos que, o que essas famílias precisam, primeiramente, de informação e de apoio

Antes de mais nada, a informação facilita diagnóstico precoce e afasta o preconceito. 

O apoio traz conforto aos pais, para que possam lidar com seus pequenos da melhor forma possível.

Esse apoio se dá, corretamente, em locais de acompanhamento.  Eles servem para ajudar os pais que, muitas vezes, chegam desorientados precisando de ajuda (inclusive psicológica). 

Servem para ajudar crianças num ambiente onde elas não sejam vistas como incapazes, mas como diamantes brutos a serem lapidados.

Esses locais também precisam de apoio, para poderem continuar ajudando as crianças.

Então, o que podemos fazer a respeito disso?

Você pode fazer parte desta transformação!

Às vezes, queremos muito ajudar, mas não sabemos como, não é?

E foi exatamente isso o que nos fez abraçar as deficiências intelectuais no nosso projeto.

Geralmente, por não saber como colaborar que as pessoas vão adiando o ato de causar o bem. 

Surpreendentemente, causar o bem e se engajar numa causa pode ser rápido e seguro!

Basta se conectar às pessoas certas, como nós fizemos.

Afinal, é a união de pessoas melhores que ajuda a construir um mundo melhor.

Por isso, estamos reunindo pessoas que queiram Causar o Bem às crianças atendidas pelas APAES de todo o Brasil!

Entre em contato conosco e descubra como ajudar milhares de crianças de forma rápida, segura —  e super moderna.

Vamos #CausarOBem juntos?

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