Deficiência intelectual: entenda as causas

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A deficiência intelectual é um distúrbio do desenvolvimento neurológico, caracterizada por dificuldades intelectuais, bem como dificuldades no comportamento adaptativo. 

Ela se configura pela falta de concentração, dificuldade em interagir e se comunicar, e também pela baixa capacidade de compreensão linguística.

Na prática, isso é o mesmo que dizer que a pessoa com deficiência intelectual tem dificuldade para aprender e realizar atividades que são comuns para as outras pessoas no dia a dia

Além disso, muitas vezes, a pessoa se comporta como se tivesse menos idade do que tem.

Como é feito o diagnóstico?

Para que o diagnóstico de uma doença intelectual seja claro, os médicos dispõem de três critérios principais. São eles:

  1. Funcionamento intelectual inferior à média;
  2. Limitações significativas no funcionamento de, pelo menos, duas das seguintes áreas de habilidades: comunicação, autocuidado, vida doméstica, habilidades sociais, autossuficiência, uso de recursos comunitários, habilidades acadêmicas, trabalho, lazer e segurança.
  3. O início deve ocorrer antes dos 18 anos de idade.

Como prevenir a deficiência intelectual?

Existem alguns cuidados que devem ser tomados a fim de evitar ou diminuir as consequências da deficiência intelectual na vida da pessoa. Veja abaixo as principais precauções:

  1. Se houver casos de deficiência intelectual na família, casamentos entre parentes ou idade materna avançada (mais de 35 anos), antes de engravidar, a mulher deve procurar aconselhamento genético;
  1. Realizar o acompanhamento pré-natal. Ele é indicado para que seja feita uma investigação sobre as possíveis infecções ou problemas que podem ser tratados antes de causar danos ao feto;
  1. Durante a gestação, manter uma alimentação saudável e evitar o consumo de bebidas alcoólicas, tabaco e outras drogas;
  1. O Teste do Pezinho é fundamental e obrigatório. Sua realização deve ser feita logo após o nascimento do bebê. Além de ser gratuito, este exame é a maneira mais eficaz de detectar doenças que, quando não são tratadas, podem levar à deficiência intelectual;
  1. Seguir as recomendações de vacinas;
  1. Oferecer ao bebê uma alimentação adequada e ambiente familiar saudável, além de cuidados para evitar acidentes na infância;
  1. Procurar ajuda médica caso note algum problema no desenvolvimento da criança.

Como e onde tratar a deficiência intelectual?

A princípio, o tratamento vai depender da causa da deficiência, pois cada uma pode responder melhor a um tipo de tratamento diferente. Em segundo lugar, é importante ressaltar que a deficiência intelectual não é uma doença, e sim uma limitação. 

A pessoa com essa limitação deve receber acompanhamento médico e estímulos por meio de terapias. Através de equipe multidisciplinar, se torna possível fornecer o apoio que ela precisa para superar as suas dificuldades específicas.

Uma equipe multidisciplinar inclui:

  • Neurologistas ou pediatras especializados em desenvolvimento e comportamento;
  • Ortopedistas;
  • Fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais (que atendem as crianças com déficits motores);
  • Fonoaudiólogos e audiologistas, que ajudam no atraso da linguagem ou nas perdas auditivas;
  • Nutricionistas;
  • Assistentes sociais;
  • Psicólogos (supervisionam o planejamento de intervenções comportamentais).

Essas limitações podem ser superadas por meio da estimulação do desenvolvimento, adequações em situações pessoais, escolares, profissionais e sociais, além de oportunidades de inclusão social.

Instituições como as APAEs realizam o trabalho de promover o diagnóstico, a prevenção e a inclusão da pessoa com deficiência intelectual e/ou múltiplas.

Algumas unidades da instituição já realizam o diagnóstico por uma equipe multidisciplinar —  embora, na maioria dos casos, o que prevaleça seja o laudo médico, fornecido por um neurologista.

Tipos de deficiência intelectual

O tipo mais comum de deficiência intelectual é a síndrome de Down. Ela é causada pelo excesso de um cromossomo no material genético, que resulta na trissomia do cromossomo 21. 

Como se sabe, esse cromossomo extra surge de uma alteração na divisão do material genético no momento da formação do gameta feminino ou masculino.

Mas também existem causas não-genéticas que podem resultar em algum grau de comprometimento intelectual, como doenças infecciosas, doenças hereditárias e exposição a substâncias tóxicas.

Há outros tipos de deficiências que podem ser associadas a deficiência intelectual. São elas: 

  • Autismo – associado a diversos fatores genéticos, neurológicos e ambientais;
  • Microcefalia – má formação congênita em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada;
  • Paralisia Cerebral – lesão cerebral que ocorre, em geral, quando falta oxigênio no cérebro do bebê.

Impactos na vida familiar

Vale ressaltar que um diagnóstico de deficiência intelectual não impacta só a criança. Esse quadro impacta também os familiares, em especial, as mães. 

Infelizmente, é comum que o pai abandone a criança nesta condição. Por isso, com frequência, a mãe carrega toda a responsabilidade sozinha. 

Como a maior porcentagem de casos de deficiência intelectual ocorre em países de baixa e média renda, muitas mulheres deixam de cuidar de si mesmas e se doam por inteiro em busca de tratamento para o filho.

Em casos ainda mais graves, a mãe não consegue dar conta dos cuidados da criança por condições financeiras, doenças ou por falecimento. 

Essa estatística se torna mais cruel com os mais pobres: muitas dessas crianças com deficiência intelectual são abandonadas, pois os familiares mais próximos, muitas das vezes, não assumem a responsabilidade.

E devido à sua condição, um deficiente intelectual não consegue sobreviver sozinho por muito tempo. E o que podemos fazer quanto a isso?

Como apoiar a causa?

Graças a instituições beneficentes que batalham todos os dias para que o amparo e tratamento dessas pessoas seja efetivo, as mães conseguem um apoio fundamental.

Por isso, a deficiência intelectual, tratada pelas APAEs, é uma das principais causas apoiadas aqui no Causei o Bem. Nós acreditamos que amparar essas pessoas é dever de todo cidadão.

Não é justo com elas que fiquemos de braços cruzados enquanto vemos as estatísticas refletirem a perda de dignidade dos menos favorecidos.

Se cada um de nós fizer a sua parte, a gente, enfim, causa um bem enorme no mundo!

Para apoiar esse importante trabalho é simples! Faz assim: compartilhe esse artigo nas suas redes sociais e faça a sua doação online para a Federação das APAEs de Minas Gerais.

Acesse o nosso site e abrace essa ideia para que, juntos, possamos transformar a realidade de milhares de famílias de modo rápido, fácil, seguro — e sem sair de casa.

E então, vamos Causar o Bem juntos?

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