UTI: tudo o que você queria saber mas não sabia a quem perguntar

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As Unidades de Terapia Intensiva (UTI), estão presentes em muitos hospitais. A criação dessas unidades representou um grande marco na história da medicina, pois elas possibilitaram uma redução de cerca de 70% dos óbitos. Contudo, as UTIs ainda trazem muitas as dúvidas para as pessoas.

Fato é que a internação em uma UTI indica que o paciente precisa de mais cuidados que uma internação simples. E por isso é sempre um choque quando precisamos lidar com alguém querido em uma destas unidades dos hospitais.

Dessa forma, veremos neste artigo tudo o que você queria saber sobre UTIs, mas não sabia a quem perguntar. Vamos lá?

O que é uma UTI?

A UTI é uma unidade que acolhe de pacientes em estado grave com chances de sobrevida. Sendo assim, esses pacientes precisam de monitoração 24 horas por dia, além de cuidados mais complexos que o de outros pacientes.

Por essa razão, as unidades de terapia intensiva possuem aparelhos que são capazes de reproduzir as funções vitais dos internados, como os respiradores artificiais, por exemplo.

Qual a diferença entre UTI e CTI?

Muitas vezes esses dois conceitos são vistos como sinônimos, entretanto não são. Existem diferenças importantes entre esses dois setores e para que fiquem claras essas mudanças, vamos apresentá-las a partir de agora.

Unidade de Terapia Intensiva (UTI)

A UTI é comum em hospitais de grande porte. Geralmente se destina a casos específicos, como por exemplo a UTI Neonatal, a UTI Cardiológica, a UTI de Queimados etc.

Além disso, possui uma equipe de médicos e enfermeiros especializados de acordo com o tipo da UTI, quartos isolados e só é permitida a entrada de visitantes com autorização médica.

Centro de Terapia Intensiva (CTI)

Já o CTI é bem comum em hospitais de pequeno porte e atende todo paciente que necessita de monitoramento intensivo. Possui uma equipe de médicos e enfermeiros especializados em diversas áreas, bem como todo tipo de aparelho. Além disso, apenas profissionais podem circular no ambiente.

E agora, deu para entender a diferença entre os dois?

É inegável que o cuidado intensivo salva muitas vidas. Entretanto, por se tratar de um local de acesso restrito, associado ao isolamento e à gravidade dos problemas de saúde, as UTIs costumam deixar os familiares assustados.

Assim como você deve imaginar, o pouco tempo permitido de visita, somado à grande quantidade de máquinas e de procedimentos médicos envolvidos, só agrava a preocupação dos familiares.

E é nesse contexto que surge o conceito de UTI Humanizada.

UTI Humanizada

A UTI Humanizada surgiu em 2014, com a visita estendida. No ano de 2017, o projeto UTI Humanizada foi colocado em prática, dando, então, a permissão da estadia de familiares durante todo o período de internação dos pacientes.

Contudo, como o conceito é novo, existem muitas dúvidas a respeito.

Como funcionam as visitas nas UTIs?

Sem dúvida, a participação da família é importante na recuperação do paciente. Por isso, todo o esforço é feito para que esse acompanhamento seja o mais próximo possível.

Confira abaixo algumas boas práticas para quem for visitar alguém que esteja internado em uma UTI:

  1. O horário de visita é estipulado pela equipe da UTI. Além disso, o tempo de permanência dependerá do quadro clínico do paciente e das rotinas de cada hospital.
  2. Antes de entrar na UTI, é necessário lavar muito bem as mãos. Isso reduz o risco de infecção para os pacientes. 
  3. O contato físico é importante para a recuperação do paciente, mesmo quando ele se encontra sedado. Por isso, é permitido que toque, abrace e beije, caso não haja restrição por risco de contágio, o que será definido pela equipe.
  4. Não é aconselhável sentar ou recostar na cama do paciente.
  5. Não se deve utilizar telefones celulares ou outros equipamentos devem ser evitados dentro de uma UTI, a menos que tenham sido liberados pela equipe.

Dessa forma, se você for um familiar do internado, além de visitar, você também poderá acompanhá-lo durante a internação. Existe uma lei que lhe assegura este direito.

Acompanhantes nas UTIs: direito previsto por lei

A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 6º, coloca a saúde entre os direitos básicos dos cidadãos. A partir de então, foram criados dispositivos legais específicos para atender pacientes de doenças graves que necessitam de atenção e de cuidados além daqueles dados para as enfermidades mais comuns. 

A legislação brasileira, nesse sentido, também garante a presença de um acompanhante hospitalar em consultas, independente da idade, do gênero, da condição física ou mental do atendido.

Além disso, a portaria nº 1.820/2009 do Ministério da Saúde prevê ao paciente “o direito a acompanhante, pessoa de sua livre escolha, nas consultas e nos exames”.

Também garante “o direito a acompanhante, nos casos de internação, nos casos previstos em lei, assim como naqueles em que a autonomia da pessoa estiver comprometida”.

Principais perguntas sobre UTI

01) Quais doenças precisam de UTI?

As doenças mais comuns que precisam ser tratadas em UTI são:

  • ataque cardíaco (infarto);
  • pneumonia;
  • choque séptico;
  • envenenamento;
  • complicações pós-operatórias;
  • nascimento prematuro;
  • derrame cerebral;
  • politraumatismo por acidente de carro.

02) Quem é a equipe da UTI?

Uma equipe de UTI é composta por:

  • Médicos plantonistas e diaristas;
  • Enfermeiros;
  • Fisioterapeutas;
  • Nutricionistas;
  • Psicólogos;
  • Fonoaudiólogos;
  • Auxiliares e Técnicos de Enfermagem;
  • Secretários;
  • Limpeza;
  • Seguranças.

03) Que equipamentos um CTI/UTI possui? Qual a finalidade de cada um?

Os mais utilizados são:

  • Monitores: auxiliam na observação contínua dos pacientes, bem como mostram os valores da pressão arterial, frequência cardíaca, frequência respiratória, temperatura, oxigenação, entre outros. 
  • Bombas de infusão: são máquinas que contam a quantidade de soro ou medicamentos que o paciente está recebendo. 
  • Ventiladores: auxiliam o paciente a respirar. 
  • Sondas: utilizadas na drenagem de líquidos, assim como na administração de substâncias. 
  • Catéteres: tubos que são conectados aos vasos sanguíneos para administrar soros e medicações, bem como para medir a pressão, entre outros.
  • Máquina de hemodiálise: utilizada por pacientes com insuficiência renal, ou seja, substitui a função de filtragem do rim de maneira artificial.  

04) O que eu devo perguntar para o (a) enfermeiro (a)?

Vejamos algumas perguntas comuns que você pode fazer ao enfermeiro (a):

  • Quem são os médicos que estão cuidando de meu familiar/amigo?
  • Quem é o médico responsável?
  • Há um médico intensivista envolvido com o cuidado do meu familiar/amigo?
  • Está recebendo algum tratamento para dor?
  • Como eu, ou o paciente, chamamos por ajuda se precisarmos?
  • Como meu familiar/amigo vai ao banheiro?
  • Você pode me explicar o que o médico disse?
  • Você pode me explicar o que é esse aparelho / tubo / cateter?
  • O que eu posso fazer para ajudar agora?
  • Quando posso visitar?
  • Se precisarem entrar em contato comigo em caso de problemas, como vocês vão fazer?
  • Se houver algo urgente e eu não for encontrado, qual a medida que vocês tomam?

05) O que eu devo perguntar ao médico?

Quando você vai falar ao médico, é comum não se lembrar de tudo que deveria ou queria perguntar, não é? Para que você não se esqueça de nada, veja abaixo algumas sugestões:

  • O que tem de errado com o paciente?
  • Ele tem chance de cura?
  • Como essa condição pode afetar sua qualidade de vida no futuro?
  • Quanto tempo demora para ver uma resposta ao tratamento em curso?
  • Quais os riscos do tratamento e das medicações em uso?
  • Ele (a) está sentido dores?
  • O que está sendo feito para evitar pânico e medo ao paciente?
  • Como ele (a) está sendo alimentado?
  • Ele (a) está recebendo as medicações que fazia uso em casa?

06) Como posso ajudar pessoas internadas em UTIs?

Por fim, é importante ressaltar que o trabalho em uma UTI requer monitoramento 24h e atenção redobrada. Aparelhos respiratórios, bem como os cardíacos, entre outros, são fundamentais para a sobrevida dos pacientes, precisam ficar ligados 24h por dia. 

De acordo com o grande número de profissionais e equipamentos envolvidos, os custos destas unidades são bem altos. Por isso que as doações para são tão importantes, e aqui no Causei o Bem nós captamos doações para Hospitais Infantis.

Eles precisam de recursos para se manter em operação e, nesse momento, necessitam de ainda mais apoio.

Com sua contribuição é possível garantir, por exemplo, a compra e conserto de equipamentos, o pagamento das taxas da conta de luz, remédios, materiais de limpeza e de higiene para manutenção de leitos.

Fazer a sua doação é muito simples. Afinal, é só acessar o nosso site, escolher o valor da sua contribuição e Causar o Bem com a gente!

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