Você sabe o que é autismo?

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Entender o que é o autismo pode parecer um desafio. O Transtorno do Espectro Autista (TEA), segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), atinge 1 em cada 54 crianças.

Na tentativa de reunir e incluir os diferentes tipos de transtornos de neurodesenvolvimento, se adotou o uso do termo “espectro”. Em outras palavras, o termo representa os diversos graus que a condição pode manifestar.

As pessoas com TEA, geralmente, são colocadas em um único círculo. Entretanto, isso é um erro. Além do tratamento não ser igual para todos, cada caso da condição possui a sua singularidade.

Diagnóstico 

O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – 5a edição (DSM-5) (APA, 2014), aponta que o TEA é caracterizado por comprometimentos persistentes na comunicação e na interação social em diversos contextos. Além disso, a condição também se configura por padrões restritos e repetitivos de comportamentos, interesses ou atividades. 

Os critérios diagnósticos de autismo no DSM-5 são os seguintes:

  • Inabilidade persistente na comunicação social, manifestada em déficits na reciprocidade emocional e nos comportamentos não-verbais de comunicação usuais para a interação social.
  • Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividade, manifestados por movimentos, falas e manipulação de objetos de forma repetitiva e/ou estereotipada. Insistência na rotina, rituais verbais ou não verbais, inflexibilidade a mudanças, padrões rígidos de comportamento e pensamento; interesses restritos e fixos com intensidade; hiper ou hipo atividade a estímulos sensoriais.
  • Os sintomas devem estar presentes no período de desenvolvimento, em fase precoce da infância, mas podem se manifestar com o tempo conforme as demandas sociais excedam as capacidades limitadas. 

Todos esses sintomas causam prejuízos significativos no funcionamento social, profissional e em outras áreas da vida da pessoa com autismo.

Os 3 níveis de autismo

Nível 1 — Leve

As pessoas com nível leve de autismo, apresentam prejuízos em relação à interação e comunicação social, mas não necessitam de tanto suporte. Têm dificuldade nas interações sociais, respostas atípicas e pouco interesse em se relacionar com o outro. 

Em relação ao comportamento, apresentam dificuldade para trocar de atividade, independência limitada para autocuidado, organização e planejamento.

Nível 2 — Moderado

As pessoas com nível moderado de autismo, necessitam de suporte substancial em relação à interação e comunicação social, apresentam déficits na conversação e dificuldades nas interações sociais, que, em muitas das vezes, precisam ser mediadas.

Em relação ao comportamento podem apresentar dificuldade em mudar de ambientes, desviar o foco ou a atenção, que faz necessário um suporte em muitos momentos.

Nível 3 — Severo

As pessoas com nível severo de autismo, necessitam de muito suporte em relação à interação e comunicação social, pois apresentam prejuízos graves nas interações sociais e pouca resposta a aberturas sociais. Em relação ao comportamento, apresentam dificuldade extrema com mudanças e necessitam muito suporte para realizar tarefas do dia a dia, até no autocuidado e higiene pessoal.

Além desses, outros critérios específicos para o diagnóstico de autismo são: prejuízo intelectual e de linguagem, condição médica ou genética, outras desordens do neurodesenvolvimento ou transtornos relacionados.

O TEA é compreendido como um transtorno de etiologias múltiplas que combinam fatores genéticos e ambientais. Os casos são mais diagnosticados em homens do que em mulheres, com uma proporção aproximada de 4:1.

O aumento de diagnósticos não indica o aumento da sua prevalência. Existem algumas razões para esse aumento, dentre as quais podemos citar: ampliação do conceito atual; aumento de conhecimento dos profissionais sobre as manifestações do TEA; melhor avaliação dos casos de TEA sem ocorrência conjunta com Deficiência Intelectual; melhora nos serviços de assistência a este público. Os casos de TEA com Deficiência Intelectual associada é a comorbidade mais frequente e está em torno de 50 a 75%. 

Não existem exames laboratoriais ou de imagem para identificar o autismo. O diagnóstico é realizado por uma equipe multidisciplinar, composta por:

  • neurologista ou psiquiatra;
  • psicólogo;
  • fonoaudiólogo.

Além desses profissionais, a equipe pode incluir as especialidades de terapia ocupacional, fisioterapia e nutrição. 

Sintomas e características 

Você já se perguntou como uma pessoa com autismo se sente e porque tem determinados comportamentos? Além da dificuldade de focar em uma única coisa, este é um diagnóstico relacionado a alterações da percepção. Por exemplo, se você fala com uma criança e há também o som de um carro que passa na rua e outras pessoas conversando, poderá ser difícil organizar todos esses estímulos e responder ao contexto. 

Além disso, pessoas com o TEA se sentem mais seguras quando têm uma ideia do que vai acontecer. Nesse sentido, pode ser que tenham uma maior afinidade com objetos ou aparelhos que consigam prever ações e resultados. Quando uma pessoa com autismo usa um celular, por exemplo, ela sabe o que a ação de apertar em determinado aplicativo irá gerar.

Agora, traga essa questão para as relações humanas. Além da dificuldade de prever o que o outro sente ou irá fazer, a interpretação de seus pensamentos e ações pode ser complexa para as pessoas com autismo. 

Algumas características são comuns, mas não obrigatórias nas pessoas com TEA. O transtorno é abrangente e torna cada caso específico. Enquanto algumas pessoas podem ter todas essas características, outras podem desenvolver algumas e as manifestações podem ser cíclicas durante a vida: dificuldade na comunicação verbal e não verbal; falta de contato visual e socialização; movimentos repetitivos; interesses restritos, dentre outros. 

O que a ciência diz sobre a causa do Autismo? 

A origem do TEA ainda gera dúvidas diferentes entre os pesquisadores, entretanto, hoje a ciência acredita que seu desenvolvimento é uma consequência multifatorial. Ou seja, há fatores genéticos e também influência de fatores ambientais. 

Tratamentos 

Como dito anteriormente, há uma diversidade na maneira com que o autismo afeta cada pessoa. Por conta desse fato, cada fase e cada indivíduo necessita de um atendimento personalizado para melhor prognóstico. 

Dessa forma, o diagnóstico precoce é uma importante ferramenta para que pais e profissionais possam atuar da melhor forma no desenvolvimento máximo das crianças. Nos primeiros anos de vida já é possível detectar alguns sinais, como contato visual pobre, ausência de balbucio ou gestos sociais ou não responder pelo nome quando chamado.

Outras características bem comuns são os distúrbios do sono, a seletividade alimentar, respostas excessivas ou inexistentes frente a medos comuns em determinadas faixas etárias, bem como a hipersensibilidade a determinados barulhos ou estímulos.

Outros sinais de alerta são: a busca e preferência por determinados objetos, texturas, luzes, sons ou movimentos. Além disso, pode ser observada uma demora em engatinhar, andar e falar.

Cada vez mais o diagnóstico é feito mais cedo e isso tem interferido de forma positiva no desenvolvimento das pessoas com TEA e no apoio às famílias; embora em alguns casos isso aconteça tarde por desinformação de profissionais e familiares. 

De modo geral, é indicado o acompanhamento com uma equipe multidisciplinar. As áreas são indicadas e escolhidas de acordo com as dificuldades de cada pessoa. Além disso, as terapias também são fundamentais para desenvolvimento das habilidades sociais e de interação.

Leis que garantem inclusão e direito as pessoas com TEA 

É preciso compreender o limite de cada pessoa. Hoje, o autismo tem duas leis que garantem sua inclusão e seus direitos: 

  • A Lei Berenice Piana, n.º 12.764, que criou a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo, inclui também o TEA como um tipo de deficiência. 
  • Lei Brasileira de Inclusão, n.º 13.146, que pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência promove a garantia dos direitos e liberdade de PcD. 

Qual o papel das APAEs na causa do autismo? 

As APAEs atuam com uma equipe multidisciplinar voltada para o desenvolvimento social e comportamental das crianças com autismo. Os serviços na área da saúde, da educação e da assistência social levam autonomia, inclusão, bem como a melhoria das habilidades para cada um dos beneficiários. 

Na saúde, há vários profissionais que realizam desde a avaliação diagnóstica e de funcionalidade até a intervenção e alta para contribuir com o desenvolvimento de novas habilidades comportamentais e sociais e escolares, no caso de pacientes em idade escolar. 

Na educação, muitas APAEs mantêm o serviço da Escola de Educação Especial que atende pessoas com Autismo que necessitam de apoio para a maioria das áreas do comportamento adaptativo, que é um apoio mais intensivo.

Além disso, muitas unidades da APAE também oferecem o serviço de apoio à Inclusão Escolar, com atendimento especializado para crianças e adolescentes que frequentam escolas da rede Municipal e Estadual de ensino. 

O Causei o Bem apoia a inclusão social e você pode apoiar também. Com uma doação de R$ 1,00 por dia, as APAEs podem continuar seu trabalho e fazem a diferença na vida de tantas crianças! 

Faça a sua parte, doe!

A revisão técnica deste artigo foi feita pela Federação das APAES de São Paulo, representada por Patrícia Regina Dupim (Técnica Especializada em Saúde) e Priscila Foger Marques Penna (Coordenadora Estadual de Saúde).

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