Relacionamentos de pessoas com síndrome de Down: amor e sexualidade

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Pessoas com deficiência são diversas, mas têm algo em comum: a maioria precisa lidar com uma série de estigmas que existem acerca de sua sexualidade. Com as pessoas com síndrome de Down, não é diferente. Na medida em que cresce, o jovem com a síndrome se depara com a puberdade, um momento muito especial, mas também muito delicado na vida de todos. Engana-se quem vê esses jovens como angelicais ou infantis, eles também têm o direito e a vontade de desenvolver suas sexualidades, uma parte extremamente importante de suas vidas. 

Vamos entender mais sobre os relacionamentos de pessoas com síndrome de Down neste artigo.

Cuidadores de pessoas com a síndrome podem pensar que a puberdade representa uma dificuldade, mas na realidade elas têm a capacidade de entender e absorver as transformações em suas vidas ao longo do tempo. Por isso, é necessário que elas tenham espaço para absorverem a sua maneira. É evidente que o amadurecimento sexual e comportamental acontecerá de maneira diferente para cada um e será de maneira mais lenta do que para uma pessoa sem deficiência. Uma dica valiosa é não querer apressar nem evitar que esse processo natural ocorra, e sim entender a transformação do jovem levando em consideração suas conquistas e dificuldades.

É preciso educar e confiar para que os relacionamentos de pessoas com síndrome de Down sejam saudáveis

Como abordamos, o jovem com síndrome de Down passa pela puberdade assim como qualquer outro, com suas particularidades. Esse processo de amadurecimento faz com que ele queira fazer atividades normais de adolescentes, como sair sozinho com os amigos, por exemplo. A adolescência é uma nova etapa da vida, cheia de possibilidades para o desenvolvimento dos relacionamentos de pessoas com síndrome de Down. Não podemos privá-las desse momento tão valioso para o desenvolvimento de suas habilidades sociais.

É necessário que o jovem seja estimulado a conhecer novas pessoas, fazer amizades e manter amigos, isso o ajuda a compreender o funcionamento da sociedade, e faz com que ele seja mais feliz. Afinal, todos precisamos de amigos para contar nossos problemas e dividir momentos de alegria e aceitação.

Durante este período vem o interesse em ter mais autonomia e privacidade. Mas é evidente que, com as novas liberdades, os cuidadores precisam abordar tópicos relacionados à saúde e à vida sexual. É fundamental frisar aqui que infantilizar o jovem para evitar que ele desenvolva relacionamentos amorosos e sexuais é um dos erros mais comuns, pois isso não o prepara para a realidade nem para as consequências, como uma eventual gravidez. Justamente por isso, como cuidador, é importante estar aberto para iniciar diálogos sobre o assunto e solucionar dúvidas de maneira objetiva e honesta. Somente assim os relacionamentos de pessoas com síndrome de Down podem ser bem vividos.

É imprescindível abordar temas como a sexualidade e as obrigações que estão por vir com a chegada da vida adulta. Também faz parte do processo o surgimento de paixões e interesses românticos. Assim como qualquer jovem, a pessoa com Down deve ter a liberdade de ir a encontros para poder entender e explorar esses sentimentos.

Como o cuidador pode ajudar a tornar esse momento mais seguro

A sexualidade na pessoa com síndrome de Down não é diferente, mas a compreensão sobre esse aspecto precisa de uma abordagem detalhada. A instrução de familiares e cuidadores é fundamental para auxiliar no processo de amadurecimento sexual, pois a família é o primeiro grupo social, ou seja, extremamente relevante para o desenvolvimento do jovem como um todo.

Comece explicando sobre o sexo, abordando além das questões físicas e biológicas. Utilize imagens para ilustrar as diferenças entre um corpo adulto e um infantil e por que essa distinção é tão importante. Aborde as transformações corporais, como o surgimento de pelos e a mudança nas formas do corpo. Outro tópico importante é a masturbação, o jovem deve entender que não é errado se tocar, mas que há o momento e o local correto para isso.

É imprescindível, também, falar sobre consentimento, prazer e a responsabilidade que vem com o envolvimento amoroso e sexual. Os limites são fundamentais nos relacionamentos de pessoas com síndrome de Down, elas precisam saber do que gostam e até onde querem ir, bem como a saber dizer “não”. No caso de homens, é ainda mais importante falar sobre respeitar o que a outra pessoa quer fazer.  Ensinamentos como esses evitam casos de abuso sexual.

Lembre-se de tratar sobre a higiene e sobre doenças sexualmente transmissíveis e a necessidade do uso de camisinha. Uma consulta com um médico antes de iniciar a vida sexual é excelente para que todas as orientações complementares sejam dadas.

Casamento e filhos em relacionamentos de pessoas com síndrome de Down

De acordo com a lei, pessoas com Down podem se casar normalmente, seja com outra pessoa com Down ou não. Nesse caso, a família continua sendo necessária no acompanhamento e no apoio durante o processo.

Em relação a ter filhos, as mulheres com Down ovulam e menstruam normalmente. Já os homens, geralmente são considerados inférteis devido às mudanças nos espermatozóides. Casais com Down, ou com uma pessoa com Down, que querem ter filhos precisam ter grande autonomia para darem conta de criar um ser humano. Porém, é possível, desde que os pais sejam independentes e dedicados.

Contribuiu com a revisão técnica deste artigo a Federação das APAES de Minas Gerais, representada por Natália Lisce Fioravante Diniz, Mestre da Saúde da Criança e do Adolescente pela Faculdade de Medicina da UFMG e Coordenadora técnica do Instituto de Ensino e pesquisa Darci Barbosa (IEP-MG).

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