Autismo: principais terapias e tratamentos

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O Transtorno do Espectro Autista (TEA) se define como um transtorno caracterizado por comprometimentos persistentes na comunicação e na interação social em múltiplos contextos, bem como por padrões restritos e repetitivos de comportamentos, interesses ou atividades. Atinge 1 a cada 54 crianças.

O diagnóstico precoce, assim como as terapias comportamentais, educacionais e familiares podem reduzir os sintomas, além de oferecer um pilar de apoio ao desenvolvimento à aprendizagem. Assim, o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar é de extrema importância pois, através dele é possível obter progressos consideráveis em relação às habilidades de comunicação, concentração, coordenação motora, redução de comportamentos estereotipados que estejam interferindo negativamente em sua funcionalidade, diversas especialidades terapêuticas e formas de tratamento pode apresentar ótimos resultados.

Neste artigo, falaremos sobre as principais especialidades médicas, terapias complementares e as principais abordagens de psicoterapia aplicadas ao autismo.

Fisioterapia

Muito embora ainda seja pouco difundida a sua importância, o fisioterapeuta é um dos profissionais mais importantes para o desenvolvimento de habilidades motoras da pessoa autista. Funções como andar, sentar e pegar objetos são desenvolvidas durante as sessões e adaptadas a cada paciente.

Os movimentos corporais estereotipados, como balançar o corpo repetidas vezes ou mexer as mão sem parar, podem afetar o seu aprendizado. 

A fisioterapia é um tratamento indicado desde os primeiros anos de vida dos pacientes com TEA, pois trabalha, além dos aspectos motores, noção espacial, lateralidade, equilíbrio e imagem corporal, dentre outras habilidades psicomotoras que contribuirão inclusive com a aprendizagem acadêmica futura. Essa formação possibilitada pelo fisioterapeuta contribui diretamente para as competências emocionais e sociais dos pacientes, principalmente quando está integrada a uma equipe multidisciplinar.

Fonoaudiologia

Como sabemos as pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) apresentam dificuldades para a comunicação social. A fonoaudiologia, que trabalha os processos de linguagem e comunicação, deve auxiliar no tratamento da criança autista desde o início do diagnóstico.

A partir de uma avaliação das dificuldades comunicativas do paciente, de acordo com a sua idade cronológica, o fonoaudiólogo trabalha no desenvolvimento de habilidades comunicativas e cognitivas. 

Com a aquisição e/ou aperfeiçoamento da linguagem, as barreiras para a socialização das pessoas autistas são reduzidas, melhorando não só o desenvolvimento intelectual, mas também, a autoestima.
Por meio desse tratamento, com a participação de familiares e educadores, no caso dos escolares, passam a compreender melhor as necessidades e dificuldades da pessoa com TEA e interagir melhor  e isso também contribui para o tratamento nas outras áreas trabalhadas.

Psicoterapia

Há diversos tipos de psicoterapias voltadas a pessoas diagnosticadas com TEA, mas cada condição é única, portanto, a mais apropriada vai depender das necessidades e dificuldades de cada paciente.

Falaremos aqui sobre a Análise do Comportamento Aplicada, na bibliografia a mais indicada para o ensino e tratamento das pessoas com TEA. 

ABA

A Análise Comportamental Aplicada ou Applied Behavior Analysis, tem por objetivo aprimorar e induzir comportamentos com intervenções personalizadas para cada paciente. A terapia trabalha áreas como coordenação motora, adaptação ambiental e habilidades sociais.

A finalidade da terapia é aprendizagem sem erros, de maneira que são definidos os comportamentos alvo e são utilizadas as diversas técnicas da abordagem para promover tais respostas do indivíduo, promovendo a interação social, participação e autonomia nos diversos ambientes. 

Dentre as habilidades desenvolvidas na ABA, estão: contato visual e comunicação funcional, comportamentos acadêmicos tais como pré-requisitos para leitura, escrita e matemática, hábitos de higiene pessoal e atividades de vida prática e redução de comportamentos estereotipados e/ou autolesões, amplia a tolerância e aumenta a motivação. 

Abordagens, métodos de ensino e terapias complementares

TEACCH
O Tratamento e Educação para Autistas e Crianças com Déficits Relacionados à Comunicação (TEACCH, na sigla em inglês) é um dos métodos mais utilizados no Brasil para o desenvolvimento global de pessoas com autismo.

Baseado na psicolinguística e na criação de rotinas visuais, o tratamento trabalha com instruções por meio de objetos sinalizadores, fotografias, ícones e pictogramas voltados ao aprendizado de hábitos saudáveis sem que haja interrupções. Um exemplo da aplicação técnica é a eliminação de estímulos sensoriais que perturbam ou confundem o paciente.

Com o avanço do tratamento, o indivíduo passa a se tornar mais independente, ampliando suas capacidades de percepção e interpretação.

Aliado a uma equipe multidisciplinar, o protocolo TEACCH permite a elaboração de um programa individual, avaliando o comportamento do paciente nos ambientes que frequenta e assim, realizando as adequações favoráveis ao desenvolvimento cognitivo, psicomotor e comportamental.

PECS
Traduzido como Sistema de Comunicação por Troca de Figuras (do inglês Picture Exchange Communication System), o PECS é uma abordagem criada para melhorar e desenvolver as funções de comunicação.

Desenvolvido nos Estados Unidos em 1985 e implementado em todo o mundo, o sistema foca na funcionalidade da linguagem, para que o paciente consiga se fazer entender e possua mais independência na hora de se comunicar.

O projeto terapêutico baseado em PECS deve ser individualizado a cada paciente para ocorrer adequação e avanço nas diferentes etapas do tratamento. O protocolo, baseado principalmente na troca de figuras, opera nas primeiras fases apenas na formação de “parceiros de comunicação” por meio das imagens.

Com o avanço das fases e o objetivo de gerar diálogos significativos, os indivíduos são instigados a responder perguntas e comentar sobre suas escolhas.

Nota: Os profissionais da Fonoaudiologia são os principais agentes do trabalho de comunicação, porém é muito importante ressaltar que TODAS as pessoas envolvidas (familiares, educadores e terapeutas) são parceiros de comunicação e devem assumir essa responsabilidade, considerando que a comunicação é um direito e ela acontece onde o indivíduo está!

Musicoterapia
Diversos estudos já mostraram que a música contribui para o desenvolvimento da aprendizagem da pessoa autista.

Mas, as aulas de musicalização são diferentes das sessões de musicoterapia. Enquanto a primeira tem o objetivo de desenvolver o conhecimento sobre os instrumentos, a segunda é definida como uma forma de tratamento por meio da música.

A musicoterapia, aliada a outras práticas, pode auxiliar na facilitação da comunicação verbal e não verbal, no aprimoramento da criatividade e na redução da hiperatividade.


Tudo isso faz da música uma ótima ferramenta para o desenvolvimento cognitivo e expansão das habilidades sociais.

Hidroterapia
A hidroterapia é uma das principais indicações no tratamento para melhora da qualidade de vida das pessoas com TEA. Há diversas evidências científicas de que a hidroterapia possui eficácia, como os estudos realizados por Ennis (2015), que demonstraram progresso nas habilidades físicas, comportamentais e sociais de autistas por meio da terapia.

Os estímulos oferecidos durantes as aulas podem incluir música, brinquedos, e esportes como o vôlei e o futebol. Além de aproximar a pessoa autista dos colegas, contribuindo para a socialização, esses estímulos favorecem a concentração e a aprendizagem.

Com a densidade da água e os estímulos sensoriais, a terapia facilita o desenvolvimento da fala, a coordenação motora, e diversos aspectos sociais, como a confiança e a autoestima da pessoa com TEA.


Equoterapia 

A equoterapia é muito estudada como intervenção terapêutica para pessoas autistas.

Assim como a musicoterapia e a hidroterapia, a equoterapia também possui embasamento científico com excelentes resultados, como demonstrou Helyne Quirino, em 2015. O autor defende que a interação entre o paciente e o cavalo promovem melhoria na coordenação motora, estímulo dos sentidos, redução das estereotipias e expansão da autoconfiança.

Os movimentos do cavalo são únicos e exigem a participação do corpo inteiro do paciente, que os percebe e os interpreta, adequando a postura e permanecendo em equilíbrio para se manter sobre o cavalo. Portanto, essa terapia também contribui para as funções neuromusculares e psicológicas. A interação com o animal é prazerosa e promove ainda o contato com a natureza.

Conclusão
Como você pode ver, os tratamentos do autismo englobam diferentes áreas da saúde e educação. 

Esses tratamentos são oferecidos em Instituições gratuitamente, mas muitos tem custo alto ou até inacessíveis para familiares e responsáveis.

Você pode apoiar essas famílias e contribuir para a continuidade de diversos tratamentos de adultos e crianças autistas!

O Causei o Bem apoia a inclusão social e você pode apoiar também. Com uma doação de R$ 1,00 por dia, as APAEs podem continuar desenvolvendo seu trabalho e sendo a diferença na vida de tantas crianças! 

Faça a sua parte, doe!

Contribuiu com a revisão técnica deste artigo a Federação das APAES de São Paulo, representada por Patrícia Regina Dupim (Técnica Especializada em Saúde) e Priscila Foger Marques Penna (Coordenadora Estadual de Saúde).

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