A criança autista e a relação com a sociedade: como promover a interação social

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O TEA e a interação social 

Para criarmos um mundo mais acolhedor e respeitoso para pessoas autistas, precisamos transformar nossos espaços.

Como sabemos, não há apenas um tipo de autismo. O TEA (Transtorno do Espectro Autista) inclui diversos subtipos e níveis de comprometimento, dos mais leves aos mais graves, mas todos estão relacionados com dificuldades de comunicação e interação social.

Nesse artigo aqui falamos mais sobre as características, diagnóstico, sintomas e tratamento do autismo.

Nos níveis mais leves, há pessoas que são independentes e levam uma vida comum, algumas nem sabem que são autistas – o diagnóstico tardio em adultos tem sido, inclusive, cada vez mais frequente. Por outro lado, há condições que requerem observação constante e acompanhamento especializado.

O primeiro passo para compreender o processo de convívio social das pessoas autistas é entender que o funcionamento neurológico, que afeta as funções de ensino e aprendizagem, ocorre de forma diferente.

Apesar dos avanços nos últimos anos, ainda temos muito a evoluir quanto à conscientização, tanto do TEA quanto às questões de acessibilidade. 

A construção de uma sociedade inclusiva requer divulgação científica e propostas de leis específicas para melhorar a saúde e qualidade de vida de quem possui o transtorno. Mas também podemos começar por nós, incluindo a empatia em todos os níveis de relacionamento social.

A comunicação e aprendizagem das crianças com TEA

O ideal para a criança diagnosticada com TEA é ter um acompanhamento realizado por uma equipe multidisciplinar, de acordo com todas as suas necessidades. Nesse processo, podem ser envolvidos psicólogos, neurologistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e pedagogos. 

Na comunicação, a influência do TEA pode afetar as crianças de forma muito variada, dependendo do nível de comprometimento físico ou intelectual. Em alguns casos, as habilidades verbais e não-verbais podem ser muito prejudicadas. A incapacidade de manter a conversação é uma característica muito comum, que está associada ao uso repetitivo da linguagem. 

Nas interações pessoais, algumas crianças com TEA não prestam atenção em outras pessoas por muito tempo. É comum que elas desenvolvam pensamentos visuais, estando mais atentas a imagens do que palavras. Ao mesmo tempo, algumas crianças podem demonstrar um interesse precoce por letras e números, levando ao aprendizado super focado em áreas específicas de conhecimento como astronomia, música ou matemática.

A interação social tem um papel importante no desenvolvimento infantil. Muitas habilidades cognitivas se completam na infância, e para facilitar o aprimoramento e o desenvolvimento da criança como um todo, o convívio e o compartilhamento de experiências são fundamentais. 

A seguir, veremos como a família e a escola podem contribuir positivamente para a inclusão social dos pequenos.

A relação com a família

Como falamos anteriormente, cabe à família buscar apoio profissional para compreender as necessidades específicas da criança com TEA. Mas o ambiente familiar pode melhorar a sociabilidade por meio de algumas atividades rotineiras.

Listamos algumas iniciativas que mães, pais e a família podem tomar: 

Atribuir tarefas

Tarefas simples como escovar os dentes e pentear os cabelos melhoram os níveis de concentração e percepções de ação-reação. Com atividades caseiras como regar plantas ou colocar a mesa, o senso de responsabilidade é despertado e cultivado, influenciando o aspecto de companheirismo dos pequenos. Pode haver alguma resistência da criança pela falta de atratividade em tarefas do tipo, mas com o acompanhamento de um psicólogo, podem ser pedidos alguns conselhos para provocar a dedicação.

Incentivar jogos e brincadeiras

Promover o aprendizado lúdico das crianças com TEA também contribui para a socialização. Brincadeiras como quebra-cabeça, mímica e jogo da memória influenciam no processo de memorização, que favorece a capacidade da criança de ter conversas síncronas e significativas. Objetos que estimulem os sentidos são muito atrativos para elas: a massinha de modelar é um ótimo exemplo, pois auxilia o desenvolvimento de habilidades psicomotoras, importantes para a interatividade nos primeiros anos escolares.

Inserir exercícios físicos na rotina

Muitos estudos demonstram que o exercício físico regular pode diminuir a estereotipia (comportamentos repetitivos que algumas crianças com TEA têm, como ficar balançando o corpo). Os comportamentos considerados agressivos também podem ser reduzidos com esportes em grupo, como futebol ou vôlei, que estimulam o sentimento de equipe e pertencimento. A hidroterapia costuma ser muito recomendada, pois trabalha a visão, a audição e a respiração, promovendo mais equilíbrio e autocontrole.

Não esqueça de motivar!

Para que o desenvolvimento dos aprendizados seja mais efetivo, é importante ter atenção aos interesses da criança, conhecer o que ela gosta e participar, seja brincando junto, narrando seus gestos de forma lúdica ou ajudando-a nas atividades.

Assim, até os momentos de brincadeira podem ser contributivos (e prazerosos no sistema de ensino-aprendizagem).

O papel da escola

Quando a criança com TEA começa a frequentar a escola, é preciso que os educadores e orientadores estejam conscientes das condições do aluno e trabalhem para que a turma o receba da melhor forma possível. Como cada criança tem um perfil diferente, o processo de ensino precisa ser adaptado, com um acompanhamento pedagógico que percebe os avanços de aprendizagem detalhadamente.

Em sala de aula, o professor tem que analisar capacidades subjetivas (sensoriais e simbólicas) para promover o desenvolvimento de competências como a socialização e a psicomotricidade.

Para manter a criança atenta, podem ser utilizados objetos que a atraem nas tarefas. Nesse caso, objetos que gerem identificação também fazem com que ela se sinta confortável e é possível aproveitar esse interesse para inserir atividades escolares temáticas relacionadas a eles. Por exemplo: se o pequeno gosta de dinossauros, uma leitura e um desenho sobre o tema facilitam as chances da criança querer ouvir uma história ou aprender a desenhar.

A escola é um local que traz muitos benefícios para os autistas. Jogos e brincadeiras são ótimas formas de aumentar as possibilidades dos pequenos de vivenciar aprendizado e criar laços de amizade com os colegas.

Para que o desenvolvimento da criança aconteça de forma saudável, o recomendado é que a família acompanhe de perto e mantenha uma comunicação constante com os professores.

Para uma socialização saudável

As terapias são fundamentais para o desenvolvimento das crianças com TEA. Mesmo com o acompanhamento da família e a participação de uma escola inclusiva, profissionais como fonoaudiólogos e psicólogos contribuem para um crescimento saudável em todos os aspectos de suas vidas. 

No fim, a interação social dos autistas também deve ser um resultado da dedicação  de todos nós.

As APAEs, que oferecem a crianças e jovens autistas e familiares diversos serviços como: psicoterapia, fonoaudiologia, terapias ocupacionais, fisioterapia e educação física, têm por objetivo contribuir para o desenvolvimento biopsicossocial, a autonomia, a inclusão e a melhora na qualidade de vida de pessoas com TEA.

E você também pode apoiar o desenvolvimento deste trabalho!

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