Complicações do parto: o que podem causar no bebê e na mãe?

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A gravidez é um momento de muita ansiedade para a mãe e os familiares do bebê que está por vir. Além do planejamento para a chegada do pequeno, a mulher precisa se preparar psicologicamente para um dos momentos mais intensos de sua vida: dar à luz. Essa ocasião tem uma carga ainda maior quando paramos para pensar nas complicações do parto e quais são as possíveis consequências para a mulher e para o bebê.

Para conhecer as complicações que podem ocorrer no parto normal, cesáreo e prematuro, assim como prevenir as mesmas, é só continuar lendo o nosso artigo. Vamos lá?

Complicações do parto normal

O parto natural, ou normal, é o mais indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) por ser a forma mais natural de dar à luz. As cesáreas são um procedimento cirúrgico e, consequentemente, podem apresentar mais complicações para a mãe.

As complicações do parto são mais comuns entre mulheres com mais de 35 anos e que já passaram por outros partos normais. Contudo, isso não quer dizer que elas irão ocorrer, mas, sim, que possuem maior incidência. 

Entre as eventuais consequências, estão as disfunções do assoalho pélvico. Em outras palavras, essas disfunções se referem à queda da musculatura que sustenta o útero, bexiga, intestino delgado, reto, uretra e a vagina. Existem tratamentos para essas disfunções, como fisioterapia, medicação, técnicas de relaxamento e cirurgia, se necessário.

Outra questão a se atentar é a asfixia neonatal ou perinatal. Nesse sentido, essa complicação diz respeito à falta de fornecimento de oxigênio para o feto como decorrência de um trabalho de parto muito longo. As consequências maiores ficam para o bebê, que pode ter comprometimentos neurológicos, entre eles, a Paralisia Cerebral.

Complicações do parto cesáreo

O Brasil é o segundo país que mais faz cesáreas do mundo, ultrapassando a recomendação da OMS. Cerca de 55% dos 2,9 milhões de partos realizados por ano no SUS, são cirúrgicos.

Quando falamos em saúde suplementar, essa taxa chega a 84%. Segundo a Organização, o indicado seria de 10 a 15% de cesarianas, já que acima desses valores é possível que a intervenção cirúrgica esteja sendo feita desnecessariamente, aumentando a mortalidade para mãe e bebê.

A cesárea é indicada para casos de posição errada do bebê, bebê muito grande, gestante com problemas cardíacos ou com infecção sexualmente transmissível (IST) — como o HPV ou Herpes Genital —, placenta previamente descolada, entre outras situações. Para os casos que não apresentam nenhum desses motivos, é indicado que seja realizado o parto normal.

O parto via cesariana pode apresentar diversas complicações, como:

  • Infecções e hemorragias;
  • Trombose;
  • Lesão do bebê durante o parto;
  • Dificuldade na cicatrização, podendo formar queloides;
  • Dificuldade na amamentação;
  • Placenta acreta (quando a placenta fica presa ao útero após o parto);
  • Placenta prévia (quando a placenta está fixada em um local que impede a passagem do bebê pelo canal do parto);
  • Endometriose;
  • Aumento da possibilidade de depressão pós-parto.

Em suma, as complicações ocorrem com mais frequência em mulheres que fizeram duas ou mais cesáreas.

Mesmo com todos os avanços médicos, algumas complicações do parto normal tanto quanto do cesáreo são inevitáveis e variam de caso para caso. É preciso decidir com o médico qual é a melhor opção.

Parto prematuro

A prematuridade continua sendo uma das complicações mais comuns durante a gestação. As causas estão ligadas à malformação fetal, além de condições de saúde materna, como estilo de vida, e à falta de acesso aos exames de pré-natal. No Brasil, cerca de 12% dos nascimentos ocorrem antes da gestação completar 37 semanas.

Nesse sentido, o parto prematuro é um fator de risco para o parto, que pode causar a Paralisia Cerebral. A criança que nasce prematura, por conta do menor tempo de gestação e/ou com peso inferior a 2.500 gramas, poderá ter disfunções neurológicas transitórias, envolvendo coordenação motora fina e grossa, postura, equilíbrio, reflexos, bem como as distonias. 

Como prevenir as complicações do parto

O exame pré-natal é essencial para que se possa identificar as gestações consideradas de risco e encaminhar as gestantes para especialistas no assunto. Mães com hipertensão, diabetes, obesidade, lúpus, tabagistas e sedentárias, ou que tiveram partos anteriores prematuros ou de natimorto, devem ter cuidados redobrados. 

O médico tem o papel de orienta a gestante para que ela pratique exercícios físicos adequados, tenha orientação nutricional e realize medidas de controle de doenças prévias.

Para prevenir a infecção puerperal, é necessário realizar a profilaxia antibiótica no parto, assim como seguir os princípios da assepsia no momento do nascimento e vigiar os sinais de infecção – como aspecto e odor da laqueação e contração uterina. O médico também deve realizar pesquisa de estreptococo B durante a gestação para saber se há necessidade de uso de antibiótico na hora de a mulher dar à luz.

Independente de quais sejam as condições da mãe, existem organizações que apoiam crianças que tiveram complicações durante o parto. Entre elas, as APAEs do Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco e São Paulo, nossas parceiras que oferecem tratamentos, remédios, terapias, auxílio psicológico, bem como muitos outros benefícios que nem sempre são acessíveis ou estão facilmente disponíveis à toda população.

O Causei o Bem facilita a sua colaboração para que as crianças com Paralisia Cerebral ou que tiveram outras complicações no parto tenham uma vida mais rica e repleta de oportunidades.

Com uma doação de R$ 1,00 por dia, as APAEs podem continuar desenvolvendo seu trabalho e sendo a diferença na vida de tantas crianças! 

Vem causar junto com a gente. Afinal, a sua ajuda é muito importante. Contribua!

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