Paralisia Cerebral: tipos, causas e cuidados

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A Paralisia Cerebral (PC) é uma lesão neurológica, muitas vezes originada pela falta de oxigênio no cérebro (hipóxia). Essa carência pode ocorrer tanto durante a  gravidez, bem como no trabalho de parto, ou, ainda, até a criança completar dois anos. 

Para que o assunto em volta da Paralisia Cerebral fique ainda mais claro, continue a leitura do nosso artigo e entenda sobre os tipos, causas e cuidados que essa condição requer. Boa leitura!

Causas da Paralisia Cerebral

Como falamos anteriormente, a paralisia cerebral é causada, na maioria das vezes, pela falta de oxigenação no cérebro. Entretanto, a condição também pode acontecer em consequência de infecções e malformações cerebrais nos bebês.

As alterações neurológicas são permanentes e afetam o desenvolvimento motor e cognitivo da criança. Isso acarreta dificuldades no movimento e na postura corporal. Contudo, bebês e crianças com PC podem ter uma vida bastante rica e produtiva. Para isso, é preciso que recebam o tratamento clínico e cirúrgico de acordo com as suas necessidades.

Entre 15 a 20% dos casos, a Paralisia Cerebral tem origem um pouco antes, durante ou logo após o nascimento, devido à falta de oxigênio durante o parto ou às infecções e lesões cerebrais.

Rubéola, toxoplasmose, infecção pelo vírus Zika, assim como pelo citomegalovírus durante a gestação também podem ocasionar Paralisia Cerebral. Em alguns casos, as malformações cerebrais são decorrentes de anomalias genéticas.

Anormalidades da placenta ou do cordão umbilical, infecções, diabetes, hipertensão (eclâmpsia), desnutrição, uso de drogas e álcool durante a gestação, traumas no momento do parto, hemorragia, hipoglicemia do feto, problemas genéticos e prematuridade também são fatores que podem ser determinantes para que o bebê tenha a lesão neurológica.

Depois de ocorrerem danos cerebrais, eles não pioram ao longo da vida, mesmo que os sintomas mudem com o crescimento da criança. 

É importante apontar que a Paralisia Cerebral não é uma doença. Ela ocorre devido ao comprometimento de áreas motoras cerebrais. Às vezes, as crianças com Paralisia Cerebral também possuem lesões em outras partes do cérebro. 

Bebês prematuros

Como se sabe, os bebês prematuros são bastante vulneráveis. Em relação à PC, a atenção se volta aos vasos sanguíneos em certas áreas do cérebro são finos e sangram com facilidade. 

De um modo geral, os recém-nascidos tendem a ter níveis de bilirrubina mais elevados, porque nesse estágio o fígado ainda não consegue metabolizar o excesso da substância.

A bilirrubina é uma substância amarelada que é encontrada na bile, permanece no plasma sanguíneo e é eliminada na urina. Entretanto, o excesso da substância no sangue pode ocasionar uma lesão cerebral denominada querníctero, e, por consequência, a Paralisia Cerebral.

Enquanto que a Paralisia Cerebral apresenta entre 1 a 2 casos a cada mil bebês, em crianças prematuras ocorre em 15 a cada cem.

Sintomas de acordo com o tipo de PC

Cada bebê e criança são únicos, por isso cada um deles terá seus próprios desafios para lidar com a condição. Os casos variam de dificuldades mais simples de locomoção, como um caminhar mais desequilibrado, a uma espasticidade grave, que ocasiona a contração de braços e pernas da criança, por exemplo. Para os reflexos mais amplos da PC, se utiliza aparelhos de mobilidade como próteses, muletas e cadeiras de roda. 

Como outras partes do cérebro podem ser afetadas, a Paralisia Cerebral pode estar associada à deficiência intelectual, problemas de comportamento, dificuldade em ver ou ouvir, bem como transtornos convulsivos. Ao todo, são quatro tipos de PC, mas de forma geral todas elas afetam a fala.

Paralisia Cerebral espástica

Cerca de 70% dos casos de Paralisia Cerebral são desse tipo. Na Paralisia Cerebral espástica, os músculos ficam mais rígidos e fracos. Dessa forma, a rigidez pode afetar:

  • os dois braços e as duas pernas (quadriplegia);
  • as pernas mais que os braços (diplegia);
  • apenas o braço ou a perna em um dos lados (hemiplegia);
  • em exceções, as pernas e a parte inferior do corpo (paraplegia);
  • podem ocorrer estrabismo e outros problemas de visão.

Sendo assim, os membros afetados são pouco desenvolvidos, fazendo com que algumas crianças andem em movimento cruzado, no qual uma perna se desloca à frente da outra.

As crianças com quadriplegia espástica geralmente apresentam deficiência intelectual, convulsões e dificuldades para engolir. Porém, muitas crianças com hemiplegia, diplegia ou paraplegia espástica são menos propensas a ter convulsões e deficiência intelectual.

Paralisia Cerebral atetóide

Em aproximadamente 20% das crianças com PC, braços, pernas e corpo se mexem espontaneamente de modo lento e involuntário. É possível que os movimentos também sejam contorcidos, abruptos e espasmódicos. 

É comum que emoções fortes deixem os movimentos ainda mais intensos. Durante o sono, entretanto, eles desaparecem. Nesse tipo, raramente as crianças têm convulsões e deficiência intelectual.

Paralisia Cerebral atáxica

Apenas cerca de 5% das crianças com PC tem a coordenação dificultada e fraqueza muscular. Por isso, os movimentos ficam tremidos.

As crianças apresentam dificuldades ao tentar se moverem rapidamente ou realizarem outras atividades que precisam de coordenação fina. Geralmente cambaleiam ao caminhar, com as pernas bem abertas.

Paralisia Cerebral mista

Combinação dos tipos anteriores, sendo mais comum a junção entre o espástico e o atetóide. Crianças com esse tipo de PC podem apresentar deficiência intelectual.

A importância do diagnóstico precoce

Descobrir as lesões neurológicas precocemente pode ajudar a criança a ter uma recuperação cerebral. Isso porque o período de intensa neuroplasticidade, que ocorre nos primeiros dois anos de vida, é propício para a melhoria do quadro. Da mesma maneira, saber que a criança tem Paralisia Cerebral ajuda pais e cuidadores a entenderem como atuar em prol do seu desenvolvimento.

Hoje, o diagnóstico costuma ocorrer entre os 18 e 24 meses de vida do bebê, quando já é mais difícil atuar de modo a reverter algumas lesões. 

Alguns sinais se refletem no comportamento da criança — ser muito irritado ou dócil, por exemplo —, na presença de reflexos exaltados e posturas incomuns, como o opistótono (quando a criança fica rígida, com as costas arqueadas e a cabeça jogada para trás). Outros indícios são a dificuldade de alimentação e ganho de peso.

Entre os exames mais utilizados, estão o exame neurológico sistemático e a ressonância magnética de crânio.

Cuidados com a criança com Paralisia Cerebral

Os cuidados se dão em diversas frentes. É preciso investir em tratamentos multidisciplinares, intensivos e coordenados para recuperar funções motoras.

Apesar de não ter como recuperar as lesões cerebrais, não é correto pensar que a criança não terá chances de ser feliz. Muito pode ser feito para melhorar a sua mobilidade e a sua independência. O objetivo dos cuidados é possibilitar que as crianças se tornem o mais independente possível.

As intervenções eficazes estão de acordo com a Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF), são compostas de um conjunto de técnicas que incluem medicamentos e procedimentos, além de atividades de intervenção terapêutica.

Muitas crianças com Paralisia Cerebral têm crescimento normal, podendo frequentar de modo regular a escola. Outras necessitam de fisioterapia intensiva e ensino especial. Para todas, o ensino e o treinamento aumentam sua independência e autoestima.

Para saber mais sobre como brincar com crianças com Paralisia Cerebral, ajudando a desenvolver suas habilidades, acesse nosso e-book “Tenho Paralisia Cerebral! Você sabe como brincar comigo?”. Lá você também terá acesso a ideias de brincadeiras para fazer em casa e o que não deve ser feito durante o brincar.

O Causei o Bem apoia organizações que auxiliam as crianças com Paralisia Cerebral e seus familiares a terem uma vida mais rica e repleta de possibilidades. Com uma doação de R$ 1,00 por dia, as APAEs podem continuar desenvolvendo seu trabalho e sendo a diferença na vida de tantas crianças! 

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