Muito além do Mês da Inclusão da Pessoa com Deficiência: conheça quem causa o bem o ano inteiro

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Como profissionais, familiares e PcDs lidam com os desafios da inclusão na prática – e como nós podemos contribuir

Ontem a gente contou um pouco sobre a história do Setembro Verde e a importância do mês da inclusão das pessoas com deficiência (PcDs)

Para trazer a vivência real da inclusão no dia a dia, o Causei o Bem convidou algumas pessoas que lidam todos os dias com essa causa para um bate-papo. São agentes dessa transformação que nos contaram sobre a importância do Setembro Verde e a inclusão social de PcDs

Nós falamos sobre a importância do atendimento multidisciplinar e especializado, as principais dificuldades enfrentadas pelas pessoas com deficiência quando o assunto é inclusão, bem como o que toda a sociedade pode fazer para contribuir com essa causa. 

Quer conhecer um pouco mais sobre quem tem causado o bem pelo nosso país? Não perca tempo e continue a leitura!

O papel do atendimento especializado na inclusão

Ter acompanhamento de profissionais especializados é fundamental para quem tem deficiência e isso todo mundo sabe, certo? Mas é importante a gente expandir o nosso olhar para o impacto que esses profissionais causam na vida das PcDs.

Irineu Netto, fisioterapeuta e coordenador de Saúde da APAE Surubim, em Pernambuco, ressaltou que o profissional da saúde precisa ter um olhar além do simples acompanhamento com a PcD. Dessa forma, é importante ter um trabalho junto com a família, para entender quais as reais necessidades da pessoa com deficiência. 

“Se há dificuldade na escola, então vamos trabalhar situações que a criança vai desenvolver na escola. Se na hora do recreio ela não consegue brincar, não é chamada para o time de futebol, muitas vezes… É para correr que ela está com dificuldade? Então vamos ajudar a correr. Embora não seja o objetivo principal, mas é o que incomoda a criança naquele momento, a gente vai trabalhar naquele incômodo para conseguir a reinserção social”, disse o fisioterapeuta.

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O fisioterapeuta Irineu Netto em atendimento na APAE Surubim

Outra iniciativa que as APAEs têm feito é trabalhar situações profissionais com os apaeanos. Por exemplo: se ele vai trabalhar em um mercado como empacotador, os profissionais que o atendem vão focar em terapias que facilitem essa atividade do trabalho dele.

Vale ressaltar também que esse trabalho é feito em conjunto. Além dos fisioterapeutas, psicólogos, pedagogos, assistentes sociais, bem como terapeutas ocupacionais, dentre outros, fazem parte desse time.

A inclusão começa com a família

Ter o apoio da família é fundamental para que a inclusão de pessoas com deficiência aconteça. Por conta da falta de informação, alguns familiares de PcDs privam essas pessoas de diversas situações por medo e superproteção, por exemplo.

Luana Araújo, fisioterapeuta e coordenadora de Envelhecimento da APAE Serra Talhada, disse que muitos apaeanos já relataram que sentem que seus pais não têm confiança neles.  

“Em casa é um dos lugares que eles mais sentem dificuldades de inclusão, por conta da superproteção, do cuidado. A gente percebe que aquela pessoa pode ir ao supermercado, mas existe ainda uma questão de superproteção, infantilização. E a gente tem lutado para não infantilizar e não impor barreiras para as PcDs”.

Mês da inclusão - fisioterapia 2
A fisioterapeuta Luana Araújo em atendimento na APAE Serra Talhada

Apoio da família rompe barreiras

Em contrapartida, vemos histórias que comprovam que com a família por perto, o desenvolvimento da pessoa com deficiência vai longe. Esse apoio faz toda a diferença para que ela perceba que é capaz de fazer qualquer coisa. E essa é a história da Daiane Ponciano com sua mãe Maria da Dores de Lima.

Dona Maria das Dores relatou que teve que superar seus próprios preconceitos para entender a deficiência da Daiane e lutar para que ela tivesse todas as chances possíveis. 

“Você ficar dentro de casa, sem aceitar a sua situação, não adianta fazer nada lá fora. Você tem que se libertar dentro de você, para você batalhar com sua filha”, disse Maria da Dores.

Sua filha Daiane se tornou atleta de bocha com diversas medalhas conquistadas em campeonatos por todo o país representando o estado de Pernambuco.

Mês da inclusão - APAE
A atleta de bocha Daiane Ponciano com medalhas de campeonatos que participou

Ainda há muito para mudar 

Conhecer histórias de sucesso é muito bacana, mas ainda existem muitas dificuldades. Uma delas é no mercado de trabalho. De forma errada, as pessoas com deficiência são consideradas incapazes de executar funções dentro de uma empresa.

Isabel Novaes, fonoaudióloga e coordenadora de Saúde da APAE Petrolina, comentou sobre o trabalho feito dentro das instituições para ajudar a pessoa com deficiência na função que ela vai exercer. Entretanto, ela ressaltou que também é necessária uma preparação da empresa. 

“As empresas também precisam se preparar para recebê-lo. Às vezes o nosso jovem está todo preparado, mas as pessoas lá (na empresa) não estão”.

Mês da inclusão - APAE 2
Isabel Novaes em evento durante a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência na APAE Petrolina

Educar para transformar – o que podemos fazer?

Quando nossos entrevistados foram perguntados sobre o que todos nós, como sociedade, podemos fazer em prol da inclusão, uma coisa foi unanimidade: educação!

No momento em que somos expostos a dura realidade que pode ser a vida de uma pessoa com deficiência sem oportunidades, dá para entender como a informação faz falta.

Por conta de pensamentos carregados de preconceitos e limitações que pessoas sem deficiência colocam como obstáculos para PcDs, elas perdem muitas oportunidades. 

Enfim, buscar informação e compartilhar com quem conhecemos é a principal chave de mudança para um mundo mais inclusivo. E você pode começar agora mesmo, ao compartilhar esse post, por exemplo. Que tal?

Toda ajuda é bem-vinda!

Existem muitas formas de contribuir com a inclusão de pessoas com deficiência e ajudar uma instituição que oferece atendimento para essas pessoas é uma delas.

Muitas instituições recebem voluntários para ajudar em diversas tarefas. Pode ser como acompanhante de turma, auxiliar de atividades gerais, assim como na divulgação de informações sobre o trabalho da ONG.

Outra forma de contribuir para que pessoas com deficiência conquistem seu espaço e se tornem protagonistas de sua própria história é com doações. O atendimento gratuito é oferecido por essas organizações e elas precisam de nossa ajuda para não pararem o seu trabalho. 

Ficou com vontade de ajudar?

O Causei o Bem te fala como! No nosso site você pode fazer a sua doação no valor que quiser e para a instituição que preferir. Além disso, você pode optar por doação pontual ou mensal. Bacana, não é?

Um convite para você:

Por fim, a Bruna Soraya Marinho, apaeana de Caruaru, reforça que todos juntos devemos lutar por um Brasil mais justo para todos. 

Mês da inclusão - apresentação APAE
Bruna Soraya Marinho nos preparativos de uma apresentação da APAE Caruaru

“Vamos todos juntos transformar conhecimento em ação. Com nossas dificuldades e nossas diferenças, enfrentar o preconceito e quebrar barreiras”. 

Que possamos unir nossas forças e lutar pela causa da inclusão de PcDs. E que o mês da inclusão seja lembrado durante o ano inteiro, não só no Setembro Verde. 

Faça parte da transformação. Venha causar o bem!

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